quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O fim de um ciclo




Esta segunda-feira encerrou-se um ciclo.

Terminaram três anos intensos. Três anos de luta pela verdade e pelo combate à corrupção. Três anos de insinuações maliciosas contra o meu bom-nome e do meu irmão, e que se provou em Tribunal que não tinham qualquer fundamento. Três anos que culminam com a condenação de um corruptor, uma das primeiras em Portugal!

No que diz respeito à sentença, a condenação do crime da prática de corrupção activa, foi exemplar. Ficou provado que Domingos Névoa me tentou corromper, tal como ficou provado que o pagamento de 200 mil euros era para que mudasse a minha opinião, as minhas convicções e liberdade. Ficou provado como se faz corrupção em Portugal e que este é um crime desprezível que assola as sociedades modernas.

Não ficou provada nenhuma das insinuações graves e fantasiosas contadas por Domingos Névoa.

Infelizmente, a pena aplicada deixa algo a desejar. É escassa e sinal disso é a indignação registada um pouco por todo o lado. Julgo que a justiça podia sair melhor deste caso. Era uma boa oportunidade para se reconciliar com a opinião pública, para mostrar a todos que funciona e que é implacável e não compactua com casos de corrupção. Foi pena a pena.

Ainda assim sublinho que há que valorizar a condenação. Há que valorizar o encerramento do ciclo e a justiça que levou este caso até ao fim e que condenou um corruptor. E nesse sentido, esta condenação é fundamental para mais pessoas se sentirem confortáveis em cumprir com o seu dever de cidadania e denunciarem sempre que se sejam alvo de tratamento semelhante.

Sei que não é fácil denunciar este tipo de casos, até é difícil suportar as insinuações e calúnias que procuraram desviar as atenções do acto corruptor, mas é imprescindível, a bem da democracia, nunca desistir.

Foi o que eu e, principalmente, o meu irmão, Ricardo Sá Fernandes, fizemos. Nunca desistimos e nunca desistiremos.
Ilustração retirada do site de Cristina Sampaio

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Corrupção com fim à vista


Amanhã às 14 horas no Tribunal da Boa Hora pode acontecer um caso exemplar para a justiça em Portugal.


No meio de processos mal investigados, mal instruídos e mal explicados (Casa Pia, Freeport, Apito Dourado, BPN, Mesquita Machado - Braga, apenas para citar alguns) amanhã pode acontecer, definitivamente, a sentença que falta para moralizar a justiça - a condenação de Domingos Névoa, Administrador da Bragaparques, pela prática de corrupção activa.

 

Será o culminar de um processo que começou com uma denúncia corajosa, que teve uma boa investigação e colaboração entre a Policia Judiciária e Ministério Público e um julgamento irrepreensível.


Resta que amanhã se faça justiça e que a sentença proferida possa incentivar outros a denunciar casos semelhantes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O rio que espere


E finalmente ele falou! Não disse nada, mas falou.

Falou mal. Mal das obras, do timing, das decisões…

É natural. No seu reinado, Santana teve a oportunidade e nada fez. Fugiu desta decisão, porque para ele os esgotos podem continuar a correr para o rio.

Pelos vistos, para ele, o rio até pode esperar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Casamentos

Sou católico, mas sinceramente não entendo a posição da Igreja sobre a proposta do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Terreiro passa na prova


Hoje foi a “prova de fogo” das obras que decorrem, desde ontem, no Terreiro do Paço. Aparentemente, as informações transmitidas e a compreensão dos automobilistas foram fundamentais e o caos apregoado não se verificou.

É uma obra estruturante que peca apenas por tardia. É preciso coragem para colocar os interesses da cidade em primeiro lugar, mesmo que isso seja em ano de eleições.

Espero que se possa manter assim nos próximos meses e que o Sol de hoje não seja de pouca dura.

Assim se defende a cidade e o ambiente!

Hoje a Baixa acordou melhor. Mais silenciosa e radiante.

A César o que é de César


Foi apresentada na última reunião de Câmara uma moção sobre segurança, subscrita e aprovada por unanimidade. Nessa moção foram criticadas algumas medidas do Governo nesta matéria, tais como a decisão de fechar esquadras da cidade.

Embora tivesse menor destaque na comunicação social, foi também lançado o alerta para a necessidade do Governo se pronunciar sobre a transferência para a CML das competências e meios da Divisão de Trânsito da PSP.

Uma e outra exigem uma solução urgente!

Lisboa não pode ficar sujeita à arbitrariedade das políticas de segurança, às esquadras que desaparecem em vez de receberem obras, ao policiamento cada vez mais distante ao invés da proclamada proximidade.

Mas também não pode continuar a regulamentar e decidir sobre o trânsito, na esperança de que outros disponibilizem efectivos e zelem pelo cumprimento das regras, porque é a Cidade que melhor conhece os interesses e necessidades dos seus cidadãos.
É urgente unir esforços, porque resolver o problema do trânsito e da segurança em Lisboa é urgente.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Serviço Público II

Amanhã às 8 horas, estarei, com alguns Vereadores e o Presidente António Costa, numa acção de sensibilização dos condutores no Cais do Sodré e em Santa Apolónia. 

É fundamental divulgar as alternativas de trânsito e a razão desta obra a todos os que diariamente passam por este local para reduzir o impacto deste condicionamento.